terça-feira, 23 de outubro de 2012

Onde Fazer?

Segue abaixo texto na íntegra de reflexão escrito por Rafael Meireles membro do Grupo Eco:
 
Onde Fazer?
Atualmente, em meio ao sobe e desce no interior da favela durante os finais de semana, podemos assistir a um verdadeiro desfile de modas, loiros, loiras, maioria esmagadora de brancos e porque não dizer 99,99%, ou seja, classe média. Não a nova classificada pelo governo com renda aproximada de mil reais, mas aquela velha e elitista classe média brasileira.
Durante o dia (manhã) alguns falam idiomas outros que não o português e portam máquinas fotográficas com lentes cada vez maiores. Turistas, sobre estes falamos em outra oportunidade.
No final da tarde ou noite mudam as caras, os trajes, mas as cores continuam as mesmas, esses, vem buscar o que conhecemos aqui na cidade do Rio de Janeiro como "A BOA", uma forma do carioca de maneira popular identificar a melhor opção para o seu divertimento conhecido por alguns como night, balada ou até noitada. Como quiserem.
Divertimento?
Exatamente, divertimento!
Loiros, loiras, maioria esmagadora de brancos, classe média dentro das favelas em busca de boas?
(Claro que existem brancos e loiros dentro das favelas, mas é fácil identificar quando a pessoa não é do local.)
Não parece nada racional ou lógico o trecho à cima citado.
Seria o fosse, se escrito há pouquíssimos três anos anteriores a este. Quando a favela era considerada impenetrável por qualquer segmento da sociedade que não os próprios moradores.
Embora pareça “viajação” para os mais desavisados, o enredo supra narrado já foi até capa do jornal o globo, trazendo uma foto de uma laje da Favela Santa Marta, mundialmente conhecida como laje do Michel Jackson e destarte no texto o novo “point” da cidade.
Assim como o Santa Marta que está com a agenda da quadra da escola de samba lotada para eventos, outras comunidades também pacificadas já começam a ocupar grande parte da programação com festas daquelas cuja entrada varia entre 50 e 120 reais, podendo os mais organizados comprarem por 30 ou 40 reais dois meses antes do evento.
Alguns empresários exploradores deste mercado, satisfeitos que estão com o novo sucesso, indagados sobre tais iniciativas, incluem em seu discurso o grande “Q” da questão, pelo menos para esse humilde cidadão que vos escreve. Pois bem, o Q da questão é o discurso de que esses eventos nas comunidades pacificadas estariam trazendo integração social entre o morro e o “asfalto” ou pelo menos diminuindo a exclusão evidente entre as duas localidades.
Outros empresários não muito preocupados com o social apenas realizam o evento e vão embora levando suas fortunas. Certos de que não estão fazendo nada de errado.
De fato não estão. Ao menos legalmente falando.
Embora nada seja ilícito, e aí não nos cabe entrar no mérito da preparação, realização e pós-realização, essa parte deixo para as autoridades competentes, entendo que essas festas mereçam no mínimo uma análise MORAL.
Por quê?
Voltando a movimentação pela favela nos fins de semana. Além de roupas, bolsas, sapatos, bebidas e carros caríssimos, estes subindo.
Percebo que os jovens moradores da favela estão descendo e buscando alternativas para suas “BOAS” já que os espaços da comunidade estão sendo ocupados por eventos e pessoas de fora do morro. Alternativas estas: Clubes próximos que promovam bailes, pagodes ou shows com preços ainda acessíveis, além de outras favelas que ainda não tenham se tornado “point” da classe média.
O que “eles” consideram integração alguns vem considerando exclusão, visto que os jovens moradores da favela, na sua maioria esmagadora porque não dizer 99,99% não participam desses eventos. E não participam por vários motivos, ou seja, não curtem a mesma atração que os “playboys”, não se sentem bem, não ficam à vontade diante do choque cultural, não tem dinheiro para pagar entrada ou as bebidas que são caríssimas, não sabem do acontecimento ou quando sabem não tem informações de onde adquirir o ingresso. Infelizmente isso ocorre na maioria dessas festas, além de nenhuma divulgação interna, se quer vendem ingressos dentro da comunidade.
O modelo adotado, na minha opinião é notadamente discriminador e excludente, acuando cada vez mais o jovem favelado e dominando um território que historicamente foi da juventude da favela, infelizmente, esse é um seguimento que muito vem sofrendo com diversas abordagens adotadas como regra para nossa sociedade.
Com tudo, como se não bastasse perder espaço para pessoas que ali nunca estiveram esse padrão de evento vem dificultando o convívio e impondo barreiras para que os jovens moradores da favela se encontrem, se vejam, se esbarrem, namorem, se conheçam, estreitem suas relações ou simplesmente se olhem.
Importante salientar que todos querem a cidade integrada, sinceramente não sou contra os eventos, porém, o formato adotado está interferindo e prejudicando diretamente a toda uma juventude, mesmo que de forma velada e em prol da “integração”.
O texto é apenas uma reflexão não existe certo e errado, haja vista, que as festas só ocorrem com autorização de moradores das favelas que talvez não enxerguem com a mesma ótica que alguns críticos ou simplesmente acreditam que estejam promovendo a tão falada integração.
O fato é que precisamos ficar antenados. Considero importante o assunto em questão.
Quando a coisa acontece de forma velada e por trás de algum discurso politicamente correto é que temos dificuldade de debater e esclarecer a verdade aos moradores. No entanto, fica a dica para que os grupos comunitários e principalmente os jovens, fiquem ligados.
Para quando acordarmos num futuro que pode estar mais próximo do que imaginamos, querendo simplesmente nossas festas e confraternizações, não estarmos nos perguntando:
Onde fazer?
Rafael Meireles Silva,
Grupo Eco.

3 comentários:

Jama Libya disse...

A meGaLOBO RACISMO? A violência do preconceito racial no Brasil personagem (Uma negra degradada pedinte com imagem horrenda destorcida e bosalizada é a Adelaide do Programa Zorra Total, Rede Globo do ator Rodrigo Sant’Anna? Ele para a Globo e aos judeus é engraçado, mas é desgraça para nós negros afros indígenas descendentes, se nossas crianças não tivessem sendo chamadas de Adelaidinha ou filha, neta e sobrinha da ADELAIDE no pior dos sentidos, é BULLIYING infeliz e cruel criado nos laboratórios racistas do PROJAC (abrev. de Projeto Jacarepaguá, como é conhecida a Central Globo de Produção) é o centro de produção da Rede Globo que é dominado pelos judeus Arnaldo Jabor, Luciano Huck,Tiago Leifert, Pedro Bial, William Waack, William Bonner, Mônica Waldvogel, Sandra Annenberg Wolf Maya, Daniel Filho e o poderoso Ali Kamel diretor chefe responsável e autor do livro Best seller o manual segregador (A Bíblia do racismo,que ironicamente tem por titulo NÃO SOMOS RACISTA baseado e num monte de inverdades e teses racistas contra os negros afro-decendentes brasileiros) E por Maurício Sherman Nisenbaum(que Grande Otelo, Jamelão e Luis Carlos da Vila chamavam o de racista porque este e o Judeu racista Adolfo Block dono Manchete discriminavam os negros)responsável dirige o humorístico Zorra Total Foi o responsável pela criação do programa e dos programas infantis apresentados por Xuxa e Angélica, apresentadoras descobertas e lançadas por ele no seu pré-conceitos de padrão de beleza e qualidade da Manchete TV dominada por judeus,este BULLIYING NEGLIGENTE PERVERSO que nem ADOLF HITLER fez aos judeus mas os judeusionistas da TV GLOBO faz para a população negra afro-descendente brasileira isto ocorre em todo lugar do Brasil para nós não tem graça, esta desgraça de Humor,que humilha crianças é desumano para qualquer sexo, cor, raça, religião, nacionalidade etc.o pior de tudo esta degradação racista constrangedora cruel é patrocinada e apoiada por o Sr Ali KAMEL (marido da judia Patrícia Kogut jornalista do GLOBO que liderou dezenas de judeus artistas intelectuais e empresários dos 113 nomes(Contra as contra raciais) com o Senador DemóstenesTorres que foi cassado por corrupção) TV Globo esta mesma que fez anuncio constante do programa (27ª C.E. arrecada mais de R$ 10,milhões reais de CENTARROS para esmola da farsa e iludir enganando escondendo a divida ao BNDES de mais de 3 bilhões dollares dinheiro publico do Brasil ) que tem com o título ‘A Esperança é o que nos Move’, o show do “Criança Esperança” de 2012 celebrará a formação da identidade brasileira a partir da mistura de diferentes etnias) e comete o Genocídio racista imoral contra a maior parte do povo brasileiro é lamentável que os judeus se divirtam com humor e debochem do verdadeiro holocausto afro-indigena brasileiro é lamentavel que o Judeu Sergio Groisman em seu Programa Altas Horas e assim no Programa Encontro com a judia Fátima Bernardes riem e se divertem. (A atriz judia Samantha Schmütz em papel de criança no apoteótico deste estereótipo desleal e cruel se amedronta diante aquela mulher extremem ente feia) para nós negros afros brasileiros a Rede GLOBO promove incentivo preconceito raciais que humilha e choca o povo brasileiro.Taryk Al Jamahiriya. Afro-indigena brasileira da Organização Negra Nacional Quilombo - ONNQ 20/11/1970 – REQBRA Revolução Quilombolivariana do Brasil quilombonnq@bol.com.br

Folia de Reis do Santa Marta disse...

Meu caro Jama... obrigado por expressar sua opinião, concordo que devemos sim lutar contrar esse humor preconceituoso.

Rafael Meireles disse...

Texto carregado de fortes emoções. Realmente o personagem é uma afronta. Pena que muitos irmaos acham graça das piadinhas de mau gosto.

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